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Quem decidiu que uma hora teria 60 minutos?

A Babilônia fica a 85 quilômetros ao sul de Bagdá, no Iraque. A cidade foi muito importante: era a capital do Império Babilônico e a maior cidade da Terra, com cerca 200.000 habitantes.

Esta região rica, com uma impressionante arquitetura, borbulhava em inovação científica: desde 747 dC, os astrônomos babilônios mantinham registros precisos de eclipses, equinócios e solstícios. Seus motivos não eram parecidos com os dos cientistas atuais: ao invés de entender o universo, eles queriam desvendar presságios e amenizar a ira dos deuses.

Com esta curiosidade, surgiu progresso: os estudiosos descobriram que estes eventos não eram aleatórios. Não eram fruto das vontades e caprichos de deuses e, sim, padrões matemáticos complexos.

E de matemática os babilônios entendiam: eles foram os primeiros a usar ângulos, graus, frações e equações.

Eles não contavam com o sistema decimal que temos atualmente (que, como o nome sugere, usa 10 como base). Ao invés disso, os babilônios usavam o 60 como base do seu sistema. Isso lhes deu 60 segundos em um minuto, 60 minutos em uma hora, 360 dias em um ano e 360 graus em um círculo.

O 60 é um número mais versátil que o 10 para um sistema numérico, uma vez que é divisível por dois, três e cinco, sendo mais flexível para cálculos astronômicos.

O sistema numérico babilônico também criou os doze signos do zodíaco. Essa foi uma das primeiras tentativas da humanidade de encontrar uma ordem e significado no nosso aparentemente incompressível mundo.

Sendo assim, toda vez que você lê seu horóscopo, olha para seu relógio, mede um ângulo e faz tantas outras coisas que parecem absurdamente cotidianas, você está fazendo algo babilônico.

Você deve isso a uma civilização do Oriente Médio antiga.

Fonte: HypeScience